A Justiça determinou também a perda dos bens já sequestrados em 2008 e a proibição do exercício de cargo ou função pública por cerca de 15 anos. A denúncia, feita pelo Ministério Público Federal em Minas Gerais, resultou da apuração do inquérito do mensalão.
O relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, referiu-se a Tolentino como “verdadeiro braço direito de Marcos Valério, acompanhando-o em reuniões com outros acusados, indo à sede de empresas aparentemente envolvidas no suposto esquema de lavagem de dinheiro e inclusive fazendo repasses de dinheiro através de sua empresa, Lanza Tolentino & Associados”.
Conforme a denúncia, Tolentino agiu entre 2002 e 2005 e dizia que os altos valores que movimentava decorriam de sua atividade profissional. Para o juiz da 4ª Vara Federal Alexandre Buck Medrado Sampaio, “a versão do réu sobre a origem se choca e se desmonta com as perícias realizadas”.
A defesa do advogado ainda pode recorrer da decisão no Superior Tribunal de Justiça.
Na semana passada, o Supremo Tribunal Federal negou pedido da defesa de Tolentino para que o Instituto Nacional de Criminalística complementasse informações requeridas pelo ministro Joaquim Barbosa sobre contrato celebrado entre a empresa do réu e o banco BMG. Ele é um dos 39 réus da ação penal que corre no Supremo.
Com informações da Agência Brasil
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