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Anulada pela OAB a segunda fase do Exame de Ordem 2009.3

by Max

Depois de ter suspendido a correção e divulgação dos resultados da segunda fase do Exame de Ordem unificado, em razão da suspeita de vazamento da prova de direito penal aplicada em Osasco (SP) no dia 28 de fevereiro, a OAB decidiu anular para todos os candidatos, a prova da segunda fase 2009.3. A anulação ocorreu devido à constatação de que efetivamento houve uma irregularidade na aplicação da prova prático-profissional. A decisão foi tomada pelo Colégio de Presidentes das Seccionais da OAB, reunido em Brasília sob a condução de Ophir Cavalcante.
A prova voltará a ocorrer no dia 11 de abril, sem qualquer custo adicional na inscrição ao novo certame para os candidatos que concorriam à fase anulada – cerca de 18,5 mil bacharelandos.
“A unificação está mantida e a credibilidade do Exame de Ordem é o mais importante neste momento”, destacou Ophir, lembrando que a aplicação do Exame passou a ser unificado em todos os Estados brasileiros a partir do final de 2009.

“Queremos assegurar à sociedade brasileira que o Exame de Ordem tem sido um instrumento balizador do ensino jurídico no Brasil, e assim continuará sendo. Este é o momento de se avançar cada vez mais para que esse Exame tenha sua credibilidade reconhecida na sociedade brasileira; por isso, a Ordem decidiu de uma forma unida e efetiva, em todo o Brasil, fazer com que a segunda fase do Exame fosse anulada, preservando assim a credibilidade da OAB, do Exame e, sobretudo, a qualidade dos colegas que vão ingressar na profissão – que não podem nela entrar sob a dúvida de um Exame que pode ser anulado futuramente pelo Ministério Público ou qualquer outra forma, pois seria uma espada pendendo sobre seu pescoço” .

O presidente nacional da OAB ressaltou que as investigações em torno da fraude praticada continuam sendo conduzidas, na parte criminal, pela Polícia Federal “e, com toda tecnologia de que ela dispõe, esperamos uma solução para esse caso”. Citou que também a sindicância aberta pelo Cespe da Universidade de Brasilia – que, em parceria com a OAB, é responsável pela elaboração e aplicação das provas do Exame – prosseguirá. O Cespe, segundo Ophir, se “compromete ainda a acentuar e privilegiar um sistema de segurança maior do Exame, para que as possibilidades de fraude não se repitam e para que possamos aprender com essas situações desagradáveis, mas que acabarão servindo de novo instrumento para afirmar a qualidade do Exame de Ordem”. No que se refere à Seccional da OAB de São Paulo, ele disse que sindicância aberta “teve conclusão descartando qualquer tipo de envolvimento da entidade”
Com informações da OAB nacional.

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{ 3 Comentários… Leia abaixo e Deixe seu Comentário }

Ernani Netto 08/03/2010 - 12:53

Eu estou indignado com a decisão da OAB!

Eu, sinceramente, perdi o ânimo de prestar a prova (terceira) para poder pegar a tão sonhada carteira de advogado.

Acho um absurdo eu ter de me submeter a tudo isso para poder trabalhar.

É por isso tudo que eu odeio a idéia de ter de me associar, obrigatoriamente, a essa associação profissional para poder exercer minha profissão.

Eu chego a ter nojo e vergonha de carregar uma carteira com o símbolo desta entidade falida, que há muito tempo não pode falar de lisura, idoneidade, moral e justiça, já que seus objetivos são sempre os mesmo, auferir cada vez mais lucro com as provas do exame de ordem, restringindo ao máximo o acesso dos bacháreis na profissão,, bem como garantindo a reserva de mercado ao anciãos que não tem a menor possibilidade de competir no mercado com os ingressantes na carreira, pois não tem vontade de se atualizar, apenas continuar agindo como faziam ao se tornarem “advogados”.

Ademais, eu sendo inscrito na OAB como estagiário deveria ter essa entidade (ou associação profissional) me apoiando e me defendendo, não agindo contra o meu esforço.

A atitude da OAB é o reflexo do pensamento de seus conselheiros: XXXXX-SE (editado) OS INGRESSANTES NA CARREIRA! Vamos defender o nosso mercado!

Por derradeiro, insta asseverar que a afirmação do conselho federal desta representativa associação de classe de que não haverá custos adicionais para a outra prova é cômica, pois só faltava me cobrarem uma nova taxa por um erro exclusivo deles! E, ainda assim, eu gostaria mesmo de não ter mais nenhum gasto, mas terei o deslocamento, compra de água, de alguma coisa para comer durante a prova, fora o fator emocional que isso nem tem como mensurar…

Só me resta (e aos demais prejudicados) ingressar com uma ação indenizatória para ao menos mostrar a essa Ordem que não foram em vão os 5 anos de estudo!

Wiliam Loro de Oliveira 06/04/2010 - 23:51

Caro colega, sua alegação está completamente equivocada. Não se pode tratar a OAB como foi tratada por você. Se você não quer se “associar”, basta não prestar o exame, e a Ordem estará livre de pessoas como você que enxergam, de forma obtusa, uma das mais dignas profissões que existe neste país, e que é defendida e representada por um órgão que se traduz em um dos pilares da democracia e que muito lutou por isso. Nossa profissão está muito desgastada por conta de maus profissionais, se não existisse o exame, a situação seria muito pior. Assim, aconselho a esfriar a cabeça, realizar seu exame e ingressar na ordem, e tenha orgulho de exibir sua carteira, e mais, venha participar da OAB para que, ao conhecê-la, mude sua opinião, que mais uma vez, insisto, é devéras equivocada.

jose carlos 06/07/2010 - 17:56

Prezados como é de conhecimento de todos os Senador gilvamborges@senador.gov.br apresentou a PLS 186/2006 que trata da extinção da Prova para o exame de ordem da OAB. Solicito que o tutor deste site envie a todos os e-mails cadastrados o endereço do Senador para que enviem o Maximo de e-mails solicitando URGENCIA na tramitação do Projeto. Este ano é eleitoral e com a participação de todos os bacharéis temos a certeza da aprovação do Projeto com Urgência Urgentíssima. gilvamborges@senador.gov.br

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