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Pressão e prisão funcionaram no DF

by Max

Finalmente o pedido de impeachment do governador licenciado, José Roberto Arruda, proposto ainda em 2009 pela Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Distrito Federal com o apoio do Conselho Federal da entidade foi admitido pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Legislativa do Distrito Federal. A relatoria é do deputado Batista das Cooperativas (PRP), que analisou os aspectos formais, constitucionais e legais do pedido, entendendo que os mesmos foram devidamente preenchidos.

O pedido de impeachment proposto pela OAB e de outras três entidades foram acolhidos ontem (18/02).

A OAB protocolou o pedido em desfavor de José Roberto Arruda, por crime de responsabilidade no dia 14 de dezembro de 2009. A então presidente da OAB-DF, Estefânia Viveiros, assinou o documento conjuntamente com o ex-presidente do Conselho Federal da OAB, Cezar Britto, que defendeu, inclusive, que a Câmara Legislativa deixasse de sair em recesso para que o rito de investigação não fosse quebrado.

Certamente a admissão dos pedidos ocorreu diante da pressão da sociedade e de suas entidades representativas como a OAB, mas a manutenção da prisão de Arruda foi fundamental para que as trincheiras armadas pelos seus apoiadores e parceiros dentro do Governo e da Câmara Legislativa ficassem enfraquecidas. Depois de tanta corrupção e impunidade, veio a inédita prisão do governador Arruda, levando pavor aos seus aliados de tal forma que o governador atual, Paulo Otávio, também envolvido no “Mensalão do DF”, ainda tentando manter-se no poder, está prestes a pular do veículo andando, para tentar escapar da queda no precipício.

O problema é que o sucessor de Paulo Otávio, que é o presidente da Câmara Distrital, Wilson Lima (PR), é amigo de Arruda, o que significa dizer que tudo pode permanecer como está, a não ser que o pedido de intervenção realizado pela Procuradoria Geral da República seja acatado pelo Supremo Tribunal Federal, levando o governo federal a nomear um interventor para administrar o Distrito Federal até que novas eleições sejam realizadas.

Mesmo acompanhando de longe, entendo que este é o meio adequado para colocar o governo do Distrito Federal nos eixos momentaneamente, cabendo à população, logo adiante, fazer a limpeza no Executivo e no Legislativo do DF, deixando de votar nos políticos envolvidos nesse escândalo.

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