Um importante instrumento de resolução de conflitos na justiça é a conciliação. Conforme o Conselho Nacional de Justiça, conciliação é:
um meio alternativo de resolução de conflitos em que as partes confiam a uma terceira pessoa (neutra), o conciliador, a função de aproximá-las e orientá-las na construção de um acordo. O conciliador é uma pessoa da sociedade que atua, de forma voluntária e após treinamento específico, como facilitador do acordo entre os envolvidos, criando um contexto propício ao entendimento mútuo, à aproximação de interesses e à harmonização das relações. Conforme o momento em que for feito o acordo, a conciliação pode se dar na forma processual, quando a lide já está instaurada, ou pré-processual, também denominada informal, quando os conflitos ainda não foram jurisdicionalizados.
A conciliação possibilita à Justiça atuar de forma dinâmica e efetiva, uma vez que resulta na pronta resolução das lides, além da conseqüente diminuição do tempo de análise das questões judiciais.
Para se ter uma noção da importância desse instrumento, durante a Semana Nacional da Conciliação em todo o país, que ocorreu de 3 a 8 de dezembro de 2007, foram atendidas 330 mil pessoas e realizadas 174.855 audiências, das quais 74.167 resultaram em acordo. Isto resulta em um índice de 42,42%. Participaram da Semana Nacional de Conciliação todos os tribunais de justiça, tribunais regionais do trabalho e tribunais regionais federais do país.
Conforme o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, na Semana Nacional de Conciliação cuja duração foi de 03 a 07 de dezembro de 2007, foram realizadas 10.300 audiências, com obtenção de acordo em 3.619 feitos, sendo que em 35% das demandas a solução atingiu aproximadamente R$ 8 milhões.
Apesar deste número ser considerado baixo para os padrões internacionais, uma vez que nos países desenvolvidos esse índice chega a 70%, ele deve ser comemorado. Houve um significativo crescimento em comparação com os resultados do ano de 2006, cujo índice obtido pela Justiça gaúcha foi de 23%.
Para alcançar números próximos aos apresentados pelos países desenvolvidos é necessário um mudança no comportamento das partes, que em muitos casos, quando buscam a Justiça, não permitem a abertura de diálogo para resolução do conflito. E isso certamente leva um tempo razoável. A criação da Semana da Conciliação é, além de uma ótima medida para diminuir o volume de processos, entre outros benefícios, um importante instrumento de divulgação e disseminação da cultura da conciliação, o que faz com que os índices de acordos aumentem a cada ano.
Contudo não basta apenas a vontade das partes para que se alcance o acordo. O papel do conciliador é muito importante e nesse sentido o blog Juris Tantum cuja autoria é do juiz de direito José Roberto Lopes Fernandes, que atua na 1ª Vara Cível da comarca de Catanduva (SP) publicou um interessante material chamado de Manual do Conciliador. Conforme o Juiz, “este manual surgiu da necessidade de treinar os novos conciliadores do setor de conciliação” para que alcançem de forma mais eficiente os acordos. O Manual divide-se em nove partes, conforme segue:
- Manual do Conciliador: Parte I – Introdução e Objetivo
- Manual do Conciliador: Parte II – O conciliador
- Manual do Conciliador: Parte III – O conciliador e as demais pessoas na sessão
- Manual do Conciliador: Parte IV – Antes da sessão de conciliação
- Manual do Conciliador: Parte V – O início dos trabalhos
- Manual do Conciliador: Parte VI – A manutenção da ordem durante a sessão
- Manual do Conciliador: Parte VII – Durante a sessão de conciliação
- Manual do Conciliador: Parte VIII – Fim da sessão
- Manual do Conciliador: Parte IX – Conclusão
Este manual dá dicas simples, como por exemplo na forma de agir caso uma das partes compareça embriagada, ou até mesmo armada, e também como manter a ordem na sessão, entre outras questões. Trata-se de um material de leitura agradável e direta. É uma boa dica para os momentos de descanso durante este carnaval.
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{ 7 Comentários… Leia abaixo e Deixe seu Comentário }
Excelente!!!.
Gostaria de saber onde posso fazer um curso de conciliador em São Paulo. Capital.
Tenho diploma de Direito, formado em 1976, porém, apesar de ser inscrito na OAB não exerço a profissão. Posso, no caso, fazer este curso tendo hoje 65 anos?
Grato de antemão por sua atenção, aguardo sua resposta.
Olá, sou estudante de Direito, gostaria de receber mais assuntos sobre o papel do conciliador, porque estou fazendo minha monografia sobre meios alternativos, e o assunto é sobre conciliação, e dei esse tema ” o papel do conciliador”, agradeço atenção.Obrigado.
Gostaria de uma informação a respeito de como conseguir ajuda para um caso familiar, pois não tenho recursos financeiros para arcar com os honorários advocatícios. Gostraia de me inscrever no Programa “O Conciliador”, que a Rede Globo transmite aos domingos no Programa Fantástico. Muito obrigada.
Cristina
Olá Cristina:
Como você não tem recursos para contratar um advogado, sugiro que você procure a defensoria pública para representá-la. Pelo que pude observar no seu comentário, ainda não há processo em andamento no Poder Judiciário, o que acaba por inviabilizar qualquer tentativa de participar desse programa!
Boa sorte.
Gostaria de saber quais os requisitos para me inscrever como CONCILIADORA JURÍDICA VOLUNTÁRIA. Trabalhei por um ano no Juizado de Pequenas Causas.
Preciso de ajuda para fazer minha monografia, meu tema é conciliação. Vocês podem me ajudar?
preciso de uma ajuda . dei entrada no forum do recife pra requerendo uam pensao do meu ex marido ,sendo chegando la uma conciliadora falou que é td direito dele da ou nao cab a ele . sendo que ele quiz mim da 200 reias eu n aceitei o acordo ela mandou eu mim retira da sala , na maior imguinorança isso é certo ?
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