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Polícia Federal faz operação contra corrupção

by Max

Desvio de recursos de obras públicas é alvo de operação da PF

Uma organização criminosa que desviava recursos federais de obras públicas é o alvo da Operação Navalha, iniciada nesta quinta-feira (17/5) pela Polícia Federal em dez estados e no Distrito Federal.

Cerca de 400 policiais federais estão mobilizados para cumprir cerca de 40 mandados de prisão preventiva e 84 mandados de busca e apreensão, decretados pela ministra do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Eliana Calmon.

Por determinação da ministra, todos os presos deverão ser trazidos a Brasília. Calmon também determinou o bloqueio de contas e a indisponibilidade dos bens imóveis dos integrantes do esquema.

A assessoria da PF informou que as investigações sobre a atuação do grupo começaram em novembro de 2006. Entre os envolvidos estão diversas autoridades, além de funcionários e intermediários da empresa Gautama, de Salvador.

Segundo a PF, essa empresa operava uma organização criminosa infiltrada no governo federal e em governos estaduais e municipais. Os estados onde os mandados estão sendo cumpridos são Alagoas, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Sergipe, Pernambuco, Piauí, Maranhão, São Paulo, além do DF.

O objetivo do grupo era lucrar com a execução de obras públicas, organizada e estruturada para a prática de crimes como fraudes em licitações, corrupção passiva e ativa, tráfico de influência e lavagem de dinheiro.

De acordo com a PF, a organização criminosa desviou recursos dos Ministérios de Minas e Energia; do Planejamento, Orçamento e Gestão; da Integração Nacional; das Cidades; e do Dnit (Departamento Nacional Infra-Estrutura de Transportes). Nos estados, foram constatadas fraudes em Alagoas, Maranhão, Sergipe, Piauí e no DF. Na esfera municipal estavam envolvidas autoridades dos municípios de Camaçari (BA) e Sinop (MT).

O grupo era organizado em três níveis, informou a PF. No primeiro, atuavam pessoas diretamente ligadas à construtora Gautama. No segundo, estavam os auxiliares e intermediários, principalmente os responsáveis pelo pagamento das propinas e no último, autoridades públicas que tinham a função de remover obstáculos à atuação da organização criminosa.

Fonte: Agência Brasil

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