Segundo o coordenador-geral de Direito Autorais do Ministério da Cultura, Marcos Alves de Souza, que participa da reunião, o Brasil quer propor idéias que evitem a pirataria da radiodifusão.
“Nos preocupamos que o tratado leve em consideração o interesse público, que não crie direitos que se sobrepõem aos direitos dos titulares das obras que são carregadas pelos sinais, que leve em consideração a proteção e a promoção da diversidade cultural e que não crie direitos que propiciem a concorrência desleal”, informou Souza.
O coordenador do Ministério da Cultura disse que essa discussão já se arrasta há oito anos, principalmente por conta do veto que os Estados Unidos colocaram sobre o projeto. Durante uma assembléia geral da ONU, explicou, os EUA afirmaram que não queriam o tratado da forma como estava previsto e bloqueou a convocação da conferência diplomática que discutiria o assunto. Foi marcada uma reunião entre os países para tratar do assunto em novembro deste ano.
“Mas a conferência só será convocada se houver um acordo nessa reunião em Genebra e na próxima que vamos tratar disso [em novembro]”, ressaltou Souza.
Fonte: Agência Brasil
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